A recente suspeita de que a Angelina Jolie esteja com
anorexia nervosa reacendeu o debate sobre a doença entre pesquisadores,
especialistas e sociedade. O drama da atriz — que supostamente teria sido
diagnosticada com a doença, fazendo com que seu marido Brad Pitt propusesse que
ela tire um ‘ano sabático’ para se tratar — está sendo usado para alertar a
população em relação à doença.
As características básicas para obter um diagnóstico é a
perda de peso, a insatisfação com o corpo e a obsessão em emagrecer cada vez
mais, tendo seu IMC (Índice de Massa Corporal) abaixo de 17,5. A atleta Aline
Barreto, campeã de dez títulos brasileiros de fisiculturismo, contou que no fim
de sua gestação, engordou 25 quilos em quatro meses por comer de forma errada.
Dois meses depois de seu filho nascer, ela começou sofrer o distúrbio
alimentar.
“Quase não me alimentava, comia sempre o mínimo possível
pois ao meu ver ainda estava com os 25 quilos a mais.” Ela conta que sua ‘ficha
caiu’ quando assistiu a um programa de TV na qual uma menina que sofria desse
distúrbio e seus sintomas eram parecidos com os dela. “Retornei aos treinos de
musculação e voltei a me alimentar corretamente”.
De acordo com o psiquiatra José Carlos Appolinario, do Grupo
de Obesidade e Transtornos Alimentares (Gota), o tratamento para essa doença é
multiprofissional, envolvendo psiquiatras, psicólogos, nutricionistas e
clínicos gerais. Esse tratamento envolve uma forma de Psicoterapia Cognitiva
Comportamental, sendo bastante benéfica para a pessoa.
“É bastante importante a presença de um nutricionista na
fase da recuperação para ajudar a fazer uma realimentação, que pode ser de
maneira oral ou através de uma sonda nasogástrica”, afirma. Appolinario alerta
para os sintomas, de modo que quanto mais rápido for o diagnóstico, mais chance
de a pessoa ter uma recuperação tranquila.


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